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Escalas neurológicas

Escala de Coma de Glasgow com resposta pupilar (ECG-P)

Abertura ocular, resposta verbal e motora, com a reatividade pupilar subtraída do total (ECG-P, 1 a 15).

Para que serve

Descreve o nível de consciência em três componentes independentes. A ECG-P subtrai do total a reatividade pupilar (0, 1 ou 2) e amplia a faixa para 1 a 15, o que melhora a informação prognóstica no TCE.

Como aplicar

  1. Verifique o que interfere: sedação, intubação, lesão ocular, afasia, surdez, barreira de idioma.
  2. Observe sem estimular.
  3. Estimule em sequência: chamado em voz normal, depois alta; sem resposta, pressão física (leito ungueal, trapézio ou incisura supraorbitária) por até 10 segundos.
  4. Pontue a melhor resposta de cada componente. O que não pode ser avaliado é NT (não testável): o total não é somado.
  5. Registre por componente (ex.: O3 V4 M6 = 13), não só o total.

Interpretação

No TCE, por convenção: 13–15 leve, 9–12 moderado, 3–8 grave. A resposta motora é o componente de maior peso prognóstico. Queda de 2 pontos ou mais no total, ou de 1 ponto no motor, pede reavaliação imediata e comunicação à equipe.

Referências

  1. Teasdale G, Jennett B. Assessment of coma and impaired consciousness. A practical scale. Lancet. 1974;2(7872):81-84.
  2. Teasdale G, Maas A, Lecky F, et al. The Glasgow Coma Scale at 40 years: standing the test of time. Lancet Neurol. 2014;13(8):844-854.
  3. Brennan PM, Murray GD, Teasdale GM. Simplifying the use of prognostic information in traumatic brain injury. Part 1: The GCS-Pupils score. J Neurosurg. 2018;128(6):1612-1620.
  4. glasgowcomascale.org — material oficial, inclusive em português.

Conteúdo revisado em 22 de outubro de 2026.

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